Tecnologia da informação

A TI na quarta revolução industrial

tiflux
24 de maio de 2019

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Muitas pessoas ainda não sabem do que se trata a indústria 4.0 e não fazem ideia de como ela está presente em suas vidas. Estamos falando da quarta revolução industrial, um fenômeno relativamente recente pelo qual o mundo está passando.

O termo indústria 4.0 foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011. Foi cunhado a partir de um projeto de estratégias voltadas para tecnologia do governo alemão.

O projeto foi ministrado por Siegfried Dais (Robert Bosch GmbH). O grupo responsável por ele apresentou um relatório com sugestões para o Governo Federal Alemão em 2012. A partir delas iniciou-se a implantação dessas tecnologias nas organizações.

Mas o que é a Indústria 4.0?

Indústria 4.0 é um conceito que engloba basicamente Tecnologia da Informação (TI) e automação de máquinas e robôs. Além de muitas outras inovações tecnológicas com foco na manufatura.

Aqui, é importante compreendermos o que é manufatura.  Palavra de origem do latim que vem da junção de outras duas: “mão” e “acabamento”. O termo era usado para se referir a trabalhos feitos a mão.

Acontece que o trabalho manual é incompatível com a indústria, que busca produzir em escala num curto espaço de tempo. É aqui que a quarta revolução industrial ganha força. A indústria 4.0 representa um salto tecnológico na automação, com as máquinas trabalhando com a menor intervenção humana possível.

Esse feito é possível a partir de robôs com sistemas previamente programados, executando atividades altamente complexas. Toda essa tecnologia resulta numa produção mais eficiente, ágil e livre de erros.

Uma novidade que a quarta revolução industrial trouxe para ela é atuação das máquinas em atividades que só eram possíveis ao nosso intelecto. Um exemplo conhecido no mundo todo é o carro autônomo da empresa norte-americana Tesla. Você só insere a informação de destino e aí é só relaxar e curtir a viagem. O carro simplesmente faz todo o trabalho, levando você até o destino informado.

Essa é só uma das soluções que vieram por meio  da quarta revolução industrial. E a tendência é a popularização dessa revolução.

Tecnologias da quarta revolução industrial

A indústria 4.0 tem alguns pilares que fazem com que surja essa série de avanços tecnológicos que estamos vendo. Apesar da particularidade deles dessas tecnologias, seus objetivos são o mesmo: tornar processos mais eficientes. Conheça as principais iniciativas:

Internet das Coisas    

Também conhecida como IoT (Internet of Things), a Internet das Coisas tem como conceito conectar aparelhos físicos à rede. O foco é criar hiperconectividade para melhorar o uso dos objetos e alimentar um banco de dados com informações relevantes. Um exemplo com aplicação dela são as fechaduras inteligentes. Elas dispensam chaves e nos permitem visualizar quem está batendo na porta e destravá-la por meio do smartphone.

Uma solução comum na indústria 4.0 são também as máquinas com sensores. Elas podem enviar informações da produção em tempo real para softwares de gestão na nuvem. Esse tipo de ação permite a antecipação de problemas e agilidade na correção de falhas.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial é uma das tecnologias que mais chamam atenção hoje em dia. Quanto nos surpreendemos com soluções que permitem que máquinas pensem e tomem decisões sem interferência humana?

Apesar disso ser algo incrível, essa questão se tornou bastante polêmica pois muitas pessoas temem essa autonomia das máquinas.

Inclusive, podemos citar o mesmo exemplo que falamos anteriormente, do carro autônomo da Tesla para ilustrar esse medo. O carro possui Inteligência Artificial e foi muito criticado quando houve um acidente que causou a morte do motorista que estava utilizando o piloto automático. Mas acidentes ocorrem com ou sem Inteligência Artificial? A real questão a se pensar é: como usar as novas tecnologias de forma segura? Usá-la é, de fato, um caminho sem volta.

A boa notícia é que a Inteligência Artificial está evoluindo cada vez mais e é uma aliada importante da quarta revolução industrial. Bancos de investimentos, por exemplo, já possuem robôs fazendo operações lucrativas para lucros contínuos maiores do que dos operadores humanos.

Big Data

Esse termo é utilizado para se referir à gigantesca quantidade de dados coletados e armazenados na rede todos os dias.

São esses dados que permitem que as tecnologias da indústria 4.0 trabalhem com eficiência, além de ajudar a criar novas soluções.

Um exemplo de dados coletados e usados para gerar inteligência são os posts em redes sociais, vídeos, geolocalização  e comportamento em geral de usuários.

Com esses dados as soluções de Big Data conseguem tratar/manipular grande volume de dados não-estruturados, fazendo com que as empresas tenham informações valiosas para criar soluções e produtos focados nas necessidades dos clientes.

Computação na Nuvem

A computação em nuvem consiste em sistemas que são armazenados na nuvem. Ou seja, em servidores compartilhados e interligados pela internet que podem ser acessados de qualquer lugar, desde que esteja conectado a internet.

Até há alguns anos, qualquer solução de software exigia que fosse instalado um programa no computador e o usuário só podia fazer uso do software naquela máquina específica. A computação na nuvem mudou isso!

Na indústria 4.0, essa tecnologia permite que os limites sejam ultrapassados e possam ser ampliadas as possibilidades de conectividade entre os sistemas, além de trazer mais segurança dos dados devido os sistemas estarem na nuvem.

São vários os exemplos de soluções em nuvem e que estão mudando o mundo, como, Netflix, Office 365 e o nosso Software Service Desk =D. Ou seja, os usuários podem utilizar os serviços a qualquer hora e de qualquer lugar, desde que estejam conectados  à Internet.

Conclusão

A quarta revolução industrial ainda está engatinhando nas indústrias brasileiras, mas já está se consolidando como uma tendência global. As empresas estão procurando evoluir e deixar seus processos mais ágeis e inteligentes.

Não é necessário temer a tecnologia mas sim se preparar e se antecipar para aproveitar os impactos positivos.

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